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América do Sul, 2015-2019 o 2020

Resposta do Grupo de Qualidade de Ar da NASA à Pandemia COVID-19

O Grupo de Qualidade de Ar da NASA produzirá regularmente imagens com dados provenientes do Instrumento de Monitoramento de Ozônio (OMI, do inglês Ozone Monitoring Instrument) a bordo do satélite Aura, mostrando como o gás poluente dióxido de nitrogênio (NO2) está evoluindo em decorrência das restrições associadas com a pandemia COVID-19.

O poluente NO2 é emitido principalmente por fontes de queima de combustíveis fósseis (óleo diesel, gasolina, carvão), bem como automóveis e geração de eletricidade pela queima de carvão. Consequentemente, a mudança nos níveis de NO2 é um bom indicador de mudanças na atividade humana desde que apropriadamente processado e interpretado.

As imagens serão arquivadas na página de Noticias de Qualidade do Ar da NASA, assim como no site do Studio de Visualização Cientifica (aqui e aqui) da NASA. Essas imagens são disponibilizadas gratuitamente ao público.

Últimas Imagens de NO2 Associadas às Restrições do COVID-19:

América do Sul.  Em 1º de junho de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicou que os países da América Central e da América do Sul tornaram-se “zonas intensas” de transmissão da pandemia COVID-19. Dados provenientes do Instrumento de Monitoramento de Ozônio (OMI), a bordo do satélite Aura da NASA, comprovam a redução em atividade humana, com uma redução de 36% nos níveis de NO2 no Rio de Janeiro, comparado aos anos anteriores.  Outras grandes cidades da América do Sul apresentaram redução semelhante nos níveis de NO2: 35% em São Paulo, 36% em Santiago no Chile e 40% em Buenos Aires na Argentina. Lima, capital do Peru, merece uma menção notável com uma redução de 69% nos níveis de NO2, assim como um aumento no Norte da América do Sul, possivelmente associado com um aumento em queimadas agrícolas em 2020.  Pelo menos em parte, a redução observada em Lima pode estar a associada à mudanças naturais nas condições do tempo que podem, por exemplo, dispersar os poluentes mais rapidamente. Analises mais detalhadas são necessárias para se determinar o quanto a redução de NO2 em Lima está associada à redução da atividade humana.

Legenda da Figura: O “controle deslizante” acima mostra estimativas de NO2 provenientes do Instrumento de Monitoramento de Ozônio (OMI) a bordo do satélite Aura, como uma média para o período de 15 de abril ate 31 de maio. A imagem à esquerda apresenta a média de 230 dias para o período entre os anos de 2015 até 2019, enquanto a imagem à direita mostra uma média de 46 dias para o mesmo período em 2020. As imagens serão arquivadas na página de Noticias de Qualidade do Ar da NASA, assim como no site do Studio de Visualização Cientifica da NASA.


Media Liaison: Por gentileza entre em contato com Peter Jacobs.

Como a NASA faz monitoramento de poluição do ar? Ouça o webinário introdutório, preparado pelo grupo ARSET da NASA, direcionado ao publico em geral, jornalistas, meteorologistas e quaisquer audiências que não sejam familiarizadas com produtos de sensoriamento remoto. O webinário, que esta disponível em inglês e espanhol.

Especialistas em Sensoriamento Remoto: Informações mais detalhadas para diversas cidades do mundo estão também disponíveis, mas esta informação é voltada para cientistas (ou seja, não é adequada para a mídia e o usuário casual), uma vez que esses dados precisam ser interpretados com muita cautela. Os dados de NO2 do OMI podem ser acessados e visualizados aqui.